quarta-feira, 10 de junho de 2020

Massacre de Tulsa (Watchmen)

junho 10, 2020 1 Comments

    Esperei ansiosa pela estreia da série Watchmen, gostei muito do filme e desde que anunciaram a série, exibida pela HBO, fiquei animada para assistir. No lançamento, super empolgada, corri para comaçar o primeiro episódio e, para minha surpresa, a série inicia com acontecimentos que inicialmente pensei serem fictícios, já que nunca tinha lido uma única menção sobre. Mas só pra garantir, pesquisei... Tulsa 1921. E aí a série deixou de ser só mais uma série, porque ali estava sendo tratado um assunto tabu para a comunidade estadunidense. Vamos tentar entender mais...

A CIDADE

No início do século XX, Tulsa era uma cidade proeminente do estado de Oklahoma, nos Estados Unidos. Como era comum em tempos de segregação racial, a cidade era cortada por trilhos de trem, separando a parte norte (branca) e a parte sul (negra). Ao sul, no bairro de Greenwood a movimentação era intensa, cinemas, bares, jornais, discotecas. Com a descoberta de um reservatório de petróleo, Tulsa se expandia economicamente e os 40 quarteirões do distrito de Greenwood ficaram conhecidos como Black Wall Street. Ali moravam A.C. Jackson, considerado o melhor cirurgião negro do país, e Simon Berry um piloto que tinha seu próprio avião e era proprietário de um serviço de transportes.

Vista da cidade

Intersecção da Avenida Greenwood e Rua Archer 
(Tulsa Historical Society and Museum)

quinta-feira, 4 de junho de 2020

Cosplay e diversidade

junho 04, 2020 0 Comments


Nem sempre é fácil falar sobre diversidade; na verdade, nunca é. São tantos corpos, tantas mentes, um mundo cheio de gente única, mesmo quando inseridas em grupos. O grupo dos cosplayers é grande, somos artistas, criamos técnicas para construir armaduras, customizamos brinquedos para acessórios, costuramos, estilizamos perucas, aprendemos maquiagem... Alguns são melhores em um determinado aspecto, outros desenvolveram mais outro. Há também aqueles que estão começando, um pouco perdidos no início, têm vergonha de perguntar, mas estão se esforçando, aprendendo e se divertindo.

Ora, por mais que existam diferentes grupos, com focos e pautas diferentes, nós todos estamos inseridos em uma sociedade maior; esta nos exige determinado comportamento, fechada em seus próprios conceitos. Como não estamos isolados, nossos grupos acabam tendo reflexos de outros, pessoas que foram criadas em diferentes culturas familiares se encontram em um hobby comum. É nesse ponto que nós temos dois caminhos: o aprendizado através das diferenças, ou o preconceito.

A gente sempre observa um padrão nos ataques às pessoas fora da métrica padrão; quem ataca geralmente é aquele que não vivencia situações constrangedoras por causa de sua aparência. Pessoas gordas, negras, pardas, indígenas, LGBTQIA+, mulheres (ainda mais quando estão dentro de outros desses grupos anteriores) sabem o que é viver diariamente tendo suas atitudes medidas com rigidez. Como se portar, como se vestir, no que trabalhar, como se entreter.

Em um mundo opressor, encontrar um hobby é uma forma de se libertar, de ser criativo, fazer arte. Não deveria então, o mundo cosplayer ser caloroso e abraçar a todos? Anteriormente mencionei que cada grupo tem reflexos da sociedade em geral, com nós não é diferente. Mas pra cada momento em que você se sentir pra baixo, a cada crítica e tentativa de te fazer parar, existem muitas outras pessoas que entendem a sua dor e estão prontas pra te apoiar.

Pessoas que nunca vestiram uma peruca já vieram me dizer quais personagens eu poderia ou não fazer, devido ao meu peso. Mas é nessa hora que a gente tem que focar na máxima: “quem paga minhas contas?”. Nem sempre as pessoas serão gentis, mas a gente precisa trabalhar no amor próprio, eu faço porque eu gosto, eu faço porque eu me sinto bem e ninguém tem o direito de tentar tirar de mim algo que me faz bem, podem até tentar, mas eu não darei esse prazer a eles. 

Outro ponto importante: discutir nem sempre é a melhor opção, pois nos desgastamos mentalmente com pessoas que não estão interessadas em aprender. O melhor é se preservar, se afaste de quem faz mal, se aproxime de pessoas com corpo parecido com o teu. Olhe a beleza dessas pessoas e você vai começar a notar semelhanças, vai ver que não é preciso se encaixar pra ser uma pessoa linda e maravilhosa.

Existem muitos cosplayers gordos que fazem um trabalho lindo e acabam não tendo a visibilidade merecida porque estamos tão focados em perseguir um padrão de beleza, seguindo pessoas que são tão diferentes de nós, que não nos abrimos para ver o gordo, o negro fazendo cosplay. Eu mesma, gorda, só recentemente consegui reconhecer, com vergonha, que a maior parte das pessoas que eu sigo não tem nada em comum com o meu tipo físico, são lindas também, mas não são como eu. E se eu me sinto linda, porque não apoiar gente como eu? Se eu quero me sentir linda, porque não ir atrás de pessoas com a beleza parecida com a minha?

Não se fechem em bolhas, mas abram os olhos para a diversidade, olhem para si mesmos e vejam os detalhes que te fazem único e que independente do mundo externo, você mesmo pode tomar algumas atitudes para não deixar ninguém te colocar pra baixo.


Post de abertura

junho 04, 2020 1 Comments


A quarentena está tendo efeitos estranhos. Já fiz tantas faxinas que perdi as contas, li alguns livros, estudei, estudei sobre temas que eu não tinha obrigação e aqui estou, morrendo de saudade de escrever. Depois de ter excluído o meu primeiro blog, o qual eu tinha desde meus 11 anos, eu prometi que não procuraria nenhuma rede para me comprometer, mas as ideias vêm. Criei um canal no YouTube no final do ano passado, mas vídeos exigem certa organização que nem sempre eu consigo manter; meus textos podem ser escritos até no banheiro se assim eu desejar. 


Este blog é um espaço para hospedar meus textos, não é um compromisso, não quero me sentir obrigada a manter uma frequência. Gosto das coisas enquanto elas são divertidas e quero que escrever aqui seja uma boa experiência pra mim. Se eu estiver animada, meus textos serão melhores. Os posts podem variar entre temas de história, música, quadrinhos, filmes, resenhas, enfim... O que eu sentir que é válido compartilhar.



Se há alguém lendo esse post, eu espero que visite esse blog nos próximos dias e aprecie meu conteúdo. Também aceito sugestões, o espaço de comentários está aí pra isso.